Tolhia
Tolhia a justo modo, próprio de quem apetece, não por ser acintoso; um desejo mais natural. Ainda que impusesse meus braços sobre uma força movida pelo pecado tolheria resultados amargos por sinal. Cria de sua particular deixa.
Em outros braços, permito-me saciar em fim de tarde, debaixo deste relicário apoiado sobre a fresta a poder entrar, e em outras delas a formar uma teia como de um imenso tear. Descreveria a silhueta do momento em que um segurava a soma do outro que entrecortava a bainha. Cores e mais vivazes vibram em sintonia, reproduzem numa lâmina, e compungem o brado maior. Colorida menção rosácea apinhada em corte que reflui ao pequeno paraíso construído entre as colunas.
Os óculos de coruja, arregalados, enegrecidos, sustentados pelo rosto arredondado cobrem sua face imaculada. Pura, estonteante, ao trejeito corrido de quem adormece em pleno dia e impede a luz que finda na presença de uma palmeira. À sombra, que quero pesar e quero ter a força de um dia pensar nos frutos tolhidos de um pomar, absorto enquanto o meio o devora.
Mas era a forma. Era a cena esparsa de um gélido cenário distante em um corpo séptico, tomado pelas chagas do impossível. Chama voraz e sedutora alvorada seca e incongruente. Aonde vais, penso que não sei. De que adiantaria, nem sequer sei seu nome. Que seja.