Suas mensagens
Em suas mensagens, corrijo sempre a mão a pena, a dura que seja, e a não saber o que dizer; por estar tenso finjo que não é algo bom porque fugiria sempre ao vício de negar-me a fazer. Negligente, cobarde – a caricatura fiel do ser que estigmatiza a infensa letargia e o consumo do ócio. – São as noites tidas em silêncio, no calor do ambiente empolado pelos uivos e grunhidos dos animais vigilantes.
Sofrerei as lamúrias nas horas vazias com os queixumes de sempre, pronto a doar o que não tenho a causas que imagino saber. Passo os tremores a decifrar o que são tuas cartas, coisas deléveis... Jamais serão! Sua simplicidade é luz; uma deletéria arte cujo antídoto independe a dose.