O silêncio da noite é inconsistente
O silêncio da noite é inconsistente ao passo descontínuo que habito a força de uma mensagem cuja certeza será a do outro lado da linha.
Caio por ela. Do timbre à frequência; a amplitude da dor em não escutá-la condensa-me naquela espera incerta.
Logo terei força para continuar os meus passos sôfregos que à nuance esbarram em teus pensamentos:
A menina leve ao mesmo tempo de postura rija e que derrete ao sabor do açucarado caramelo minhas lembranças de tudo quanto possível à onda em filmes românticos e músicas doces que por aventa digo de “bacana”.
Ela, com seus olhos castanhos como gota de orvalho que despenca montanha acima, acordar nas tardes vazias enquanto os últimos raios do poente partem pela janela pequenina como que anunciando o despertar da moça encantada.
Vem o sabor de vê-la. Suas pintas surrupiadas da pele prateada veste o fino tecido dourado de seus pelos que giram ao toque dos dedos. E a ondulação com ela resvala ao eco das montanhas e vales que lembram a inocência adormecida.
Onde ostenta o pendão que a sombra duma flor protege, a certeza terá por completa a feição celeste daquela vi como verbo na terra.
Ali, as sensações se multiplicam por caminhos incomensuráveis que dos confins do mundo trazem-me mais perto de ti no segundo que ouço tua voz.
Mas não a havia. Era qualquer outro barulho, menos o anunciado pela fotografia da estação anterior.
O dia correu e as lágrimas não caíram diante do aperto do coração que jorra em palavras aquilo que não foi dito.
Venha até mim flor da montanha, heroína que venceu a dor do que as lendas antigas tanto falam. Por sua honestidade és um símbolo fincado em terras altas à mordomia da paisagem que os mais robustos pássaros não alcançam.
De um contraforte à serena imagem progredirá absorta enquanto vierem as lembranças e fotografias de quando a chuva caía, seu depositário fiel, o orvalho, a recebia como gesto de gratidão por aquela seara que trouxe a vida em terreno pedregoso.